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_______________________Toiros XXI
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(Artigos de opinião de Manuel José Gomes Vaz Craveiro)
 




       
 
 
   

     

O VANTAGISMO e os DIREITOS DOS ANIMAIS (III)


Jayme Duarte de Almeida, que nos legou valioso e extenso espólio tauromáquico, que integra, além da Enciclopédia Tauromáquica e da História da Tauromaquia, esta, de dois volumes, Os Mexicanos em Portugal, A Festa Brava e Diamantino Vizeu, aficionado prático que se revelou, apresentando-se como amador no verão de 1933 na praça então existente na sempre aficionada Idanha-a-Nova, lidando inclusivamente, mais tarde, reses em pontas, define o cite como "qualquer movimento ou chamada com a voz que o toureiro realize tendo por fim prender a atenção do toiro ou provocar a sua investida. O cite é, a bem dizer, indispensável em todas as sortes propriamente ditas, constituindo como que a sua preparação. Como é óbvio, a maneira como é feito o cite (posição relativa entre toureiro e toiro, distância entre ambos, etc.), varia de sorte para sorte e em função das condições e faculdades que o toiro oferece, assim como dos estados que atravessa durante a lide. O cite presta-se a atitudes e movimentos que podem não só valorizar as sortes como embelezá-las extraordinariamente. Em especial nas sortes de bandarilhas, nas do toureio a cavalo e na execução das pegas - já que o capote e a muleta oferecem limitado campo para variações - o cite tem grande expressão, não sendo raro conseguir-se, através dele, prender o espectador e levar-lhe momentos de beleza e emoção que o predispõem ao aplauso entusiástico. Pode assim dizer-se que o cite faz parte integrante de uma sorte, posto que a sua expressão artística muito pode beneficiar com ele".
Gregório Corrochano, in Teoria de las Corridas de Toros, a propósito da sorte de varas, diz que, sem cite, não há toureio, o picador deve citar no sítio adequado, mas citando e não fazendo a estátua equestre; o cite é tão indispensável na sorte de varas como em qualquer sorte do toureio a pé e se cita com o cavalo, com a voz e levantando o braço da garrocha. Extremar o cite é necessário, porque muitos toiros são tardos e é um recurso valente que sempre se aplaudiu.
Leopoldo Vasquez e outros, co-autores de La Tauromaquia, fecundo trabalho que se desdobra por dois extensos volumes e que foi escrito debaixo da orientação técnica do grande Rafael Guerra, Guerrita, falam do grito viril e poderoso do cite, da lealdade no cite.
O nosso Solilóquio, na sua obra derradeira, sugestivamente titulada de O corte da coleta, sublinha que dados cavaleiros cravaram ferros compridos "sem se fixar no cite".
(continua)

     

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