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_______________________Toiros XXI
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(Artigos de opinião de Manuel José Gomes Vaz Craveiro)
 




       
 
 
   

     

O VANTAGISMO e os DIREITOS DOS ANIMAIS


Em plena luta barranquenha pelo reconhecimento oficial duma prática que se legitimara pela sua ancestralidade, um homem que, no dizer de D. Bernardo da Costa, tinha todas as qualidades, inclusivamente a de não ser aficionado, exarou:
"Os animais não têm direitos, por isso mesmo que não têm obrigações. Onde foi que estes exilados do senso comum descobriram o código animal?
Dizem as Escrituras: animalia propter homines. Os animais existem por causa dos homens, pelo que seria absurdo transferir para eles os sentimentos morais e os predicados que excedam a esfera dos puros instintos.
Deve, pois, o problema ser posto em sede da ética do toureio, a qual, para J. C. Arévalo, se baseia na relação do homem com o toiro, no respeito que aquele lhe dispensa enquanto o toureia e o mata. Por isso, a lide estipula umas normas de cumprimento obrigatório para o toureiro, enquanto que, obviamente, ao toiro seria absurdo impor-lhe alguma.
A publicação do livro Filosofia da Corrida, do gaulês Francis Wolff, propiciou o ensejo duma alusão à codificação ética que defende o toiro durante o seu combate.
Já mestre Corrochano escreveu sobre o abuso de um torpe conceito vantagista da lide, a qual não é vantagem, antes recurso de bom toureiro.
Mascarenhas Barreto fala, por sua vez, no "respeito por regras tradicionais de combate".
(continua)
     

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