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_______________________Toiros XXI
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(Artigos de opinião de Manuel José Gomes Vaz Craveiro)
 




       
 
 
   

     

Em Tomar, a corrida teve detalhes agradáveis.

 

A presente temporada taurina em Tomar teve na noite de 4 de Agosto o seu primeiro e tradicional espectáculo, dedicado ao emigrante e que foi à portuguesa, com cerca de três quartos de casa e o cartel composto pelos cavaleiros de alternativa Rui Salvador e João Salgueiro e ainda Teles Bastos, às portas daquela, os forcados de Santarém e de Tomar, de Pedro Graciosa e Carlos Alberto e cinco toiros de Vila Galé e um de António José Teixeira, que rompeu praça, galopou sempre, recargou à saída dos ferros e investiu quando provocado. Rui cravou a ferragem da ordem, na proporção de metade para cada tipo e rectificou, na transição para os curtos, o problema da colocação.
Francisco Barata, do grupo de Santarém, fechou-se à terceira tentativa, à barbela, bem ajudado, depois de, nas vezes anteriores, o cornúpeto se ter arrancado com decisão.
O segundo do seu lote também não tinha problemas de locomoção, pelo que galopou em conformidade, adiantando-se algumas vezes na viagem e assim dificultando o labor do cavaleiro. Rui bregou bem, aguentou a investida no terceiro curto e, logo a seguir, cravou o ferro da corrida, pela verdade e emoção que imprimiu à sorte, citando, como mandam as regras, obtendo e controlando o arranque do hastado e apontando com a decisão que se lhe reconhece.
Pelo grupo de Tomar a pega foi concretizada à barbela e ao primeiro intento por Marco Fernando e, em ambos os toiros, Rui deu volta com os forcados e ainda saíram aos médios.

João Salgueiro teve pela frente um toiro que se parava após as reuniões, chegando até a desequilibrar-se no terceiro curto. Registámos um bom segundo ferro comprido, em que desafiou o oponente e logrou que o mesmo, tal como no defunto serviço militar obrigatório, correspondesse à chamada…
Luís Saramago, do grupo de Tomar, em estreia absoluta, consumou à segunda tentativa, com oportuna ajuda do experiente Paulo Josué.
Volta e ida aos tércios foi o prémio a que os intervenientes tiveram direito.
No quinto da ordem, preto, bragado, emorrilhado, que se revelou o pior toiro da corrida, adiantando-se de início e cedo se refugiando inexoravelmente em tábuas, foi paralelamente a estas que o de Valada teve que apontar a maior parte da ferragem, sem qualquer possibilidade de relevo, por culpa exclusiva do adversário.
Por Santarém adiantou-se Diogo Palha, que se fechou á primeira tentativa, de estaca, com o toiro a arrancar-se sem cerimónias.

Teles Bastos salientou-se na brega e colocação em sorte do seu primeiro, que acudia sem problemas, com um terceiro comprido de boa nota.
O grupo de Santarém encarregou da pega o forcado António Grave que, à córnea, ficou ao primeiro encontro.
No que fechou praça, preto, bragado, distraidote, com fracos quartos traseiros e engodo pelos terrenos de tábuas, insensível à cravagem dos ferros, a resolução da papeleta passava pela prática de um toureio de ataque, o que o jovem artista da Torrinha entendeu e realizou para poder “levar a carta a Garcia”.
Os forcados de Tomar concluíram aqui a sua actuação por intermédio de Bruno Silva – um dos vários jovens do valoroso agrupamento que estão na calha para grandes cometimentos nas próximas épocas, quando a experiência se casar com as muitas e ricas faculdades inatas de que dispõem – que pegou à barbela, da terceira vez que se enfrentou com o animal.

O antigo matador António dos Santos foi o director de serviço, o que fez com a elevação habitual.

     

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