EM SALVATERRA
TELES BASTOS soma e segue
Em Salvaterra de Magos, na tarde de 23 de Abril último, com meia casa forte de entrada e direcção acertada de José Tinoca, o espectáculo valeu pela lide a solo de Teles Bastos, a quem coube o melhor toiro do curro enviado pelo engenheiro José Lupi, um animal sério e de bom jogo, a anos-luz dos seus colegas de encierro. Na verdade, o jovem cavaleiro colocou alta a fasquia logo na ferragem comprida, com o mérito da colocação absoluta e relativa.
Nos curtos, praticou algumas vezes o cite, partiu em viagens frontais, abordou o adversário para reunir sem martingalas, quarteando-se no tempo e no local próprios e cravou ao estribo vários ferros, indo a menos no último por causa da visível e compreensível resistência da montada.
Quanto ao mais, Manuel Lupi teve uma boa actuação na lide singular, mas sem atingir o nível a que se alcandorou o seu colega de estatuto.
As lides a duo, executadas que foram por parelhas oriundas de diferentes casas agrícolas, roçaram pela vulgaridade, sem sequer haver ferros cravados no ressalto, como é timbre de uma tal modalidade, sem embargo de isso constituir uma traição ao adversário, pela surpresa que comporta, nos termos já denunciados em anterior artigo autónomo que dedicámos a esse tema.
Os toiros, com uma média de pesos anunciados de mais de 500 Kgs., foram mansos e de pouca mobilidade, com excepção do terceiro.
Por Santarém pegaram, respectivamente, Joaquim Torres, Gonçalo Veloso e Francisco Barata, todos à primeira tentativa; por Vila Franca, Armando Cardoso, ao segundo intento, Bruno Casquinha e Ricardo Castelo, `ao primeiro.
A peonagem esteve bem, com destaque para Carlos Biscainho na recolha do quarto da ordem.