Em Samora Correia,
sobraram os motivos de interesse.
Visitámos, uma vez mais, Samora Correia, por ocasião das suas festas anuais, gentilmente convidados por Armando Jorge Teixeira, empresário modelar, aficionado sabedor e fidalgo no relacionamento antigo que mantém com os órgãos de informação.
Se há terras onde se revela ininteligível que não haja uma praça fixa, aquela localidade é uma delas, pela sua inserção geográfica, pelo entusiasmo, conhecimento e militância das suas gentes, pelo facto de ali ou por perto pastarem efectivos de ganadarias, pela existência de um clube taurino, com os argumentos respectivos a poderem multiplicar-se ad nauseam…
Este ano, da nossa parte, houve condições para assistir às duas touradas, o que se impunha, atenta a especificidade do concurso realizado, com os prémios de bravura e apresentação para os melhores toiros a serem disputados no confronto dos dois espectáculos.
E, sobre esse particular, demos a nossa adesão ao veredicto do júri que distinguiu, respectivamente, os criadores Jorge Carvalho e Canas Vigouroux, ficando sem justificação o veto de alguns intérpretes, noutras ocasiões, aos produtos do ganadero de Arruda dos Vinhos.
Segunda-feira houve casa cheia, em termos de público, só não tendo sucedido o mesmo na sexta, por razões imputáveis à empresa encarregada da propaganda.
Os cavaleiros, com uma ou outra excepção, estiveram ao nível em que se situam, saudando-se Manuel Lupi, desenvolto, seguro e elegante a cavalo e que mexe no toiro com à vontade, Pedro Salvador, a jogar em casa, que alcançou um saboroso triunfo e Francisco Palha, dum classicismo de aplaudir, que tem todas as condições para ir por aí fora, com a preciosa ajuda desse taurino influente que se chama Rafael Vilhais, duplamente de parabéns porque o êxito da feira de Samora é também trabalho seu.
Os moços de forcado acusaram a dureza e o poder dos toiros, que enfrentaram com a galhardia habitual.