untitled
viviti
   
 
_______________________Toiros XXI
_____________________________________
(Artigos de opinião de Manuel José Gomes Vaz Craveiro)
 




       
 
 
   

     

A ÚLTIMA CORRIDA DE TOIROS EM SALVATERRA VII

            Já há muitos anos, foi a nossa atenção despertada pela leitura de textos onde se verteu que “o próprio público esboça, de quando em quando, certa exigência de maior integração do toureio a cavalo no Toureio”.
E que “o toureio equestre será tanto mais perfeito quanto mais se aproximar, naquilo que não lhe mude a feição, do apeado, expressões diferentes que são de uma mesma coisa. O extraordinário, o maior de todos os méritos de João Núncio foi, precisamente, aproximar o toureio montado do apeado, enriquecendo-o, preenchendo-lhe lacunas, introduzindo-lhe a lide.
Do toureio a cavalo, nasceu o apeado. A este foi aquele buscar, mais tarde, o que lhe faltava – aquilo em que o outro progredira e ele se atrasara.
Dispomos de muito mais mobilidade quando já estamos em movimento do que quando partimos directamente da posição de repouso. Ou, concretizando melhor:
            Dispomos de muito mais mobilidade e defesa, quando, já em movimento, evolucionando, vamos atacar ou provocar um ataque, do que, quando parados, o deixamos partir primeiro, directo e lançado e só então nos deslocamos para o enfrentar, depois de vencer a inércia e de perder fracções de tempo que, embora mínimas, são importantes em valor relativo.
Os rapazes sabem isto, através dos seus jogos, não, na maioria dos casos, por conhecimento das leis físicas, mas por instinto e experiência.
A sorte a receber, no toureio a pé e para fins de remate pela estocada, implica risco e exige mais valor porque, nela, o homem espera a pé firme a arrancada do animal, enquanto, na outra, toma a iniciativa do ataque e vai em movimento para o inimigo, podendo mesmo quase imperceptivelmente frustrar-lhe, na medida do necessário, o vulto ou a perna.
O volapié constitui uma deturpação da sorte recebendo, um recurso, uma vantagem que se admitia em certos toiros, chegados ao momento da morte em más condições, muito aplomados. Pela sua maior facilidade, foi constituindo hábito e, simultaneamente, estilizando-se, embora ainda hoje o público e a crítica distingam o diestro que mata a receber”.
Colocava-se então a questão de saber se “seria de menos mérito e mais fácil o par de bandarilhas de frente, em que o bandarilheiro vai, passo a passo, à cara do toiro, partindo primeiro”.
Uma tal sorte “tem, indubitavelmente, menos mérito do que se o toureiro deixasse arrancar, primeiro, o inimigo. Tem, no entanto, muito, nos touros quedados, se o bandarilheiro vai, com efeito, passo a passo, mostrando-se, por assim dizer, pisando terrenos, provocando de mais perto ou mais longe a investida consciente do touro. E perdê-lo-ia, por completo, se o bandarilheiro, sem, ao menos, se mostrar de longe, pudesse partir tão rápido como um cavalo em vertiginoso galope e, surpreendendo o touro, lhe deixasse de passagem o par”.
                                                                                                                     (continua)

     

Web Hosting · Blog · Guestbooks · Message Forums · Mailing Lists
Easiest Website Builder ever! · Build your own toolbar · Free Talking Character · Email Marketing
powered by a free webtools company bravenet.com


Web Hosting · Blog · Guestbooks · Message Forums · Mailing Lists
Easiest Website Builder ever! · Build your own toolbar · Free Talking Character · Email Marketing
powered by a free webtools company bravenet.com