DAVID RIBEIRO TELLES – VII
Da responsabilidade de outro crítico, também ele, rigoroso na análise e de probidade igualmente acima de qualquer suspeita, muito embora senhor de um estilo completamente diferente, são as elogiosas referências ao curriculum do patriarca ribatejano, das quais destacamos:
No festival, a favor da Misericórdia de Vila Franca de Xira, de 13 de Novembro de 1960, “estava dado o primeiro passo para o êxito, que começou por sorrir a David Teles”. Sobre a corrida de 25 de Agosto de 1961 no Campo Pequeno, referia-se ao calção que David era, obrigando a decisão as suas montadas. Também naquela catedral e noutra ocasião, assinalava-se “a finura com que David Teles sabia estar na praça”.
Pela feira de Outubro de Vila Franca do ano de 1964, “David Teles, o mesmo senhor cavaleiro sempre, cada vez mais excelente”, “David Teles e Mestre Baptista, diligentes e na bitola das suas últimas corridas”.
Na temporada seguinte, em Salvaterra, mostrou-se “o fino equitador de sempre”; no Domingo de Páscoa, (já hoje uma saudade para os aficionados coetâneos que chegaram aos nossos dias...) assinalava-se “serem David Telles e Athayde tão finos cavaleiros que já é espectáculo ver a suavidade com que mudam os andamentos do galope das montadas”; pela alternativa de Luís Miguel da Veiga (que gostosamente presenciámos) “trouxe-nos no sexto uma sensação que nos não recordamos de, com ele, termos vivido. David excedeu-se (no bom sentido da palavra, dizemos nós). Chegou onde em sua vida talvez nunca houvesse chegado. À finura do seu modo de estar a cavalo, à elegância com que leva os touros ou se separa deles, juntou desta vez a intuição dos terrenos, o valor de penetrar neles em vez de rodeá-los e, finalmente, esse qualquer coisa, que não se sabe nem importa saber o que é, mas que se comunica espontaneamente e nos deixa presos à emoção inconfundível da Arte”.
(continua)