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_______________________Toiros XXI
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(Artigos de opinião de Manuel José Gomes Vaz Craveiro)
 




       
 
 
   

     

DAVID RIBEIRO TELLES – VI

Aludiu-se atrás a uma corrida integrada na Feira do Ribatejo, em que Telles e Pedro Louceiro brilharam a grande altura.
Pois, noutra oportunidade, por sinal no ano anterior e sob a epígrafe “excelentes fases de toureio a cavalo na segunda corrida das festas da Nazaré”, a dupla referida mereceu a seguinte apreciação:
            “Perpassa pelo nosso toureio a cavalo uma onda de arejamento e de renovação que pode sacrificar antigos ídolos mas constitui, sem dúvida, a abolição de muitos artifícios, o reatamento do clássico – com toda a sua beleza e verdade – e o integrar nas fórmulas tradicionais de tudo com que essa modalidade do toureio se enriqueceu – nomeadamente, a lide. Esboça-se um neo-classicismo.
Viram-se cavalos calmos e, fundamentalmente por isso, obedientes. Viram-se cavalos com ensino adequado, não brigando com os cavaleiros, não mandando neles, pelo contrário, deixando-se dirigir nos mais perigosos transes, colaborando, tornando-se instrumento da vontade e da inspiração artística de quem os montava. Viram-se sortes com princípio, meio e fim, executadas com exposição. Viu-se consentir ao estribo e cravar de alto a baixo, como mandam as regras e como é mais difícil.
Viu-se citar e aguentar. Viu-se tourear, por vezes, com a lentidão que permite ao público aperceber-se do que se passa, que impede surpreender os touros e, por outro lado, sem a excitação que tira a consciência às montadas”.
            Pela feira de Outubro desse ano de 60, em Vila Franca, podia ler-se:
            “David Ribeiro Teles encontra-se magnificamente “apetrechado”. É um excelente equitador e dispõe de cavalos com primoroso ensino. Prova, a cada passo, nada lhe faltar para a execução do melhor toureio, nem mesmo centelha artística. Com facilidade, o que realiza ganha expressão plástica – pela maneira como “cai” na sela, pelo equilíbrio das suas montadas, pela descontracção, harmonia e ritmo com que se movem, por aquilo que o cavaleiro lhes transmite”.
                                                                                                                (continua)

     

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